quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

(Des) Caminhos que Conduzem a Sonora: ocupação do extremo norte de Mato Grosso do Sul após 1970.

Encontro Regional de História Oral do Centro-Oeste e Amazônia e I Colóquio PROCAD História, Trabalho e Migrações na Universidade Federal de Mato Grosso.

Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa (Mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado em História da Universidade Federal de Mato Grosso)

Prof. Dr. Fernando Tadeu de Miranda Borges (Professor nos Mestrados em História e Economia da Universidade Federal de Mato Grosso , Diretor da Faculdade de Economia da UFMT e Orientador do presente estudo)



(Des) Caminhos que Conduzem a Sonora: ocupação do extremo norte de Mato Grosso do Sul (Pós-1970)


No tocante à compreensão sobre fronteiras utilizamos os conceitos de criados por Waibel, para quem a questão é se ainda “temos tais zonas pioneiras no Brasil e, em caso afirmativo, onde estão localizadas [...] o que exige uma melhor definição dos conceitos de frontier e pionner” (1979: 281).
De grande relevância ainda para o presente estudo foi a obra de Martins (1997), para quem o termo fronteira, no Brasil, é tratado de forma particular por geógrafos e antropólogos. Para os primeiros, como um termo que designa uma zona pioneira ou uma frente pioneira. Os segundos, sobretudo a partir dos anos cinqüenta, definiram essas frentes de deslocamento da população civilizada e das atividades econômicas de algum modo reguladas pelo mercado, como frentes de expansão.
Para explicitar melhor essa diferença Martins (1997) apresenta a posição assumida por diferentes autores, mas, nos limites desse estudo, restringimo-nos a apresentar as considerações de Martins sobre os conceitos defendidos por Darcy Ribeiro, Pierre Monbeig, Roberto Cardoso de Oliveira, Arthur Nehl Neiva.
A designação de frentes de expansão formulada por Darcy Ribeiro, como “fronteiras de civilização”, tornou-se uso corrente até mesmo entre antropólogos, sociólogos e historiadores que não estavam trabalhando propriamente com situações de fronteira da civilização. Ela expressa a concepção de ocupação do espaço de quem tem como referência as populações indígenas, enquanto a concepção de frente pioneira não leva em conta os índios e tem como referência o empresário, o fazendeiro, o comerciante e o pequeno agricultor moderno e empreendedor (Martins, 1997).
Tais definições parecem apontar que a concepção dos antropólogos sobre a expansão é mais ampla, pois incorpora os índios, desconsiderados por um grupo de estudiosos.
Pierre Monbeig define os índios alcançados (e massacrados) pela frente pioneira no oeste de São Paulo como precursores dessa mesma frente, como se estivessem ali transitoriamente à espera da civilização que acabaria com eles. A ênfase original de suas análises estava no reconhecimento das mudanças radicais na paisagem pela construção de ferrovias, das cidades, pela difusão da agricultura comercial em grande escala, como o café e o algodão. A partir da reflexão dos conceitos de fronteira, zonas pioneiras e zonas de expansão dos autores supramencionados, Martins (1997) se sente à vontade para fazer uma primeira datação histórica: adiante da fronteira demográfica ou da “civilização”, estão as populações indígenas que sofrem as conseqüências dos processos de expansão. Entre a fronteira demográfica e a fronteira econômica está a frente de expansão, isto é, a frente da população não incluída na fronteira econômica. Atrás da linha da fronteira econômica está a frente pioneira, dominada não só pelos agentes da civilização, mas, também, pelos agentes da modernização que se constituem em agentes da economia capitalista que vai além da economia de mercado. São agentes de mentalidade inovadora, urbana e empreendedora (Martins, 1997). Ao que tudo indica essa mentalidade esteve presente entre os agentes de colonização da região estudada, assunto que exigirá uma atividade intelectual de maior profundidade e que por ora são caminhos pelos quais ainda dou os primeiros passos.
A mão-de-obra que fixou residência no núcleo urbano de Sonora, popularmente conhecida como “Princesinha do Norte” , desempenhava funções totalmente voltadas às atividades agrícolas, e foi justamente o trabalho na lavoura que contribuiu para atrair mais migrantes o resultou em relativa expansão populacional. Segundo informações obtidas em pesquisa de campo foi possível constatar as dificuldades iniciais que se colocavam ao trabalhador que se fixou nessa região a partir dos anos de 1970.

“No princípio foi muito ruim porque daqui onde nóis trabalhava dava, mais de 40 Km(...), aí moço nóis ia cedo de madrugada, quando dava 04 horas eu levantava, pegava um trator subia a turma dentro numa carreta da roda dura, nóis ai pra lá, quando era de tarde a gente carregava a carreta de madeira e vinha. (...) mais era uma vida sufrida, que eu nunca vi daquele jeito, cedo de madrugada pra lá e de noite pra cá, um frio. (...) Um dia eu disse, essa vida nossa num ta dano não chegá em casa todo arrebentado por dentro.”


LE GOFF (1994:143) no tocante ao trabalho com as fontes orais e com depoimento como os supramencionados, afirma que “nenhum documento é inocente. Deves ser analisado. Todo documento é um monumento que deve ser desestruturado, desmontado. O historiador não deve ser apenas capaz de discernir o que é “falso”m avaliar a credibilidade do documento, mas também desmistificá-los. Os documentos só passam a ser fontes históricas depois de estar sujeitos a tratamentos destinados a transformar sua função de mentira em confissão de verdade”. É desta forma que me disponho a trabalhar com as fontes orais em minha caminhada de pesquisa histórica.
Segundo dados coletados na pesquisa de campo, constatou-se a ação de empreiteiros encarregados de trazer trabalhadores de outras regiões para o trabalho no corte de cana durante o período de safra. No decorrer da entrevista com o presidente do sindicato dos trabalhadores rurais do município o trabalho era contratado por “gatos”. Quando solicitado para que falasse mais a respeito do trabalho das empreiteiras foi obtido a seguinte resposta:

“... empreiteira, a gente fala assim empreiteira, pra não maltratar muito sabe, porque na verdade é gato mesmo, o famoso gato. Então o gato é o seguinte: o que acontece? Quando o trabalhador ganha 10 reais, por exemplo, o gato ganha 20 em cima do trabalho do trabalhador...”

THOMPSON (1992) considera que “a História Oral pode certamente ser um meio de transformar tanto o conteúdo quanto a finalidade da História. Pode ser utilizada para alterar o enfoque da própria História e revelar novos campos de investigação (...) pode devolver às pessoas que fizeram e vivenciaram a História um lugar fundamental, mediante suas próprias palavras”. A entrevista com o presidente do sindicato dos trabalhadores rurais é elucidativo da existência desse lugar na história que as pessoas atribuem a si próprias.
Em um contexto de precarização do trabalho, foi criado em 1985 o Sindicato dos Trabalhadores Rurais que reivindicava que a contratação dos funcionários da usina, se desse por meio do sindicato, atualmente a agência responsável por essa contratação é o SINE (Sistema Nacional de Empregos).
A região em que foi instalada a Companhia Agrícola Sonora Estância (1975) foi palco de concentração de terras e de renda que resultaram na expulsão do pequeno produtor. A intromissão do Estado brasileiro no controle e direcionamento da cultura canavieira passou a ocorrer no início dos anos de 1930 (BRAY; FERREIRA & RUAS:2000), mas foi a partir de 1960 que esse controle se deu com maior intensidade. COSTA (sem data) aponta esta década como o marco histórico inicial das transformações na agricultura, promovida por um determinado modelo de sociedade que se pretendia construir, no qual uma maior produção agrícola supostamente traria resultados positivos para a estratégia de desenvolvimento adotada.
Com a crise do petróleo, houve uma correção parcial dessa rota, em função da necessidade de se reduzir as importações de óleo cru. O Programa Nacional do Álcool, criado em 1975, pelo Governo Federal para socorrer os alcooleiros com problemas de superprodução, foi o indireto responsável pela construção da CASE, segundo informações colhidas na prefeitura o precursor do PROÁLCOOL no Brasil, foi L’amartino Navarro, pois trouxe do exterior a idéia de produção de energia alternativa e sugeriu a implantação de uma usina de produção de álcool atípica, visto que a cultura de cana-de-açúcar possui característica sazonal, que se adequaria à região do cerrado. Atualmente, a CASE continua contando com políticas de incentivo por parte do Governo para a produção de açúcar.
A área total pertencente à CASE é de 28.657 hectares, deste total 6.207 hectares são de área não cultivada, sendo que 17.005 hectares destas terras estão no Estado de Mato Grosso do Sul, município Sonora e o restante no Estado de Mato Grosso, município de Itiquira, sendo que em Itiquira se dedica apenas ao cultivo da soja.
Verifica-se hoje na região de Sonora a presença marcante de grandes propriedades com áreas entre 1.000 e 14.000 hectares, voltadas basicamente para a produção agrícola mecanizada e a criação de gado de corte em regime extensivo. À primeira vista e levado pelas propagandas de desenvolvimento agrícola existentes no município a impressão que nos dá é de que a área de agricultura é predominante no município. Entretanto, como se pode observar na tabela abaixo a situação é inversa:





Tabela 02: Utilização das Terras em Sonora-MS, até o ano 2004

Utilização das Terras Total (ha)
Lavouras Permanentes 8
Lavouras Temporárias 52.836
Lavouras Temporárias em Descanso 419
Pastagens Naturais 34.908
Pastagens Plantadas 205.24
Matas e Florestas 97.236
Matas e Florestas Plantadas -
Áreas Produtivas não utilizadas 5098
Total de Área Cadastrada 401.621
Fonte: Censo Agropecuário 2004 IBGE
Elaboração dos dados: Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa

Ao contrário do que se propaga acerca de uma região altamente produtiva e considerando a partir da ótica de maior racionalidade em torno do desenvolvimento, podemos constatar amparados nos dados fornecidos pela tabela acima, que a região é pecuarista extensiva, possui alta concentração de terras e em decorrência disso, altamente especulativo. O mito de produtividade geral e irrestrita cai rapidamente, se tomarmos a área total destinada à pecuária ( com predominância esmagadora) e dividirmos pela quantidade de bovinos (cabeça) existentes, alcançaremos:
-Área total destina à pastagem: 239.932 hectares, ocupando, aproximadamente 59% da área total.
-Quantidade de bovino (cabeça): 144.854.
Com relação à produtividade pecuarista o resultado é de aproximadamente 1,3 cabeças de gado por hectare de terra. A hipótese inicial era que a expansão da fronteira agrícola causou um processo de modernização conservadora e de exclusão do trabalhador rural e do pequeno proprietário se deu para tornar possível a instalação da propriedade latifundiária o que pode ser indicado pela concentração de terras e de renda, ampliando-se a hipótese inicial, podemos dizer que a concentração das propriedades de terras destinadas à pastagens, revela sua diminuta produtividade e os proprietários foram os maiores responsáveis por esta situação que, provavelmente foi engendrada a partir de processos de expulsão e expropriação.
No mesmo ritmo da expulsão ocorreu a exploração humana, consta em uma de nossas entrevistas que até o ano de 1995, a Companhia Agrícola utilizava mão-de-obra indígena no trabalho de corte da cana:

“ a gente fazia barraco pra índio, porque naquele tempo era só índio(...) aqui trabalhava uma média de 2- 3 mil índio”.

HALBWACHS (1990), discute na obra “Memória Coletiva”, a questão de buscarmos fundamentar questões que já conhecemos por meio do depoimento de outras pessoas, afirma que “ fazemos apelo aos testemunhos para fortalecer ou debilitar, mas também para completar o que sabemos de um evento do qual já estamos informados de alguma forma, embora muitas circunstâncias nos pareçam obscuras. (...) Ora, a primeira testemunha, à qual podemos sempre apelar, é a nós próprios. (...) So o que vemos hoje tivesse que tomar lugar dentro do quadro de nossas lembranças antigas, inversamente essas lembranças se adaptariam ao conjunto de nossas percepções atuais. Tudo se passa como se confrontássemos vários depoimentos”.
Vislumbro nesse momento do presente texto, a possibilidade metodológica de compartilhar das ideias de BAUMAN (2005), para quem “a metodologia utilizada para abordar um assunto busca acima de tudo “revelar” a miríade de conexões entre o objeto da investigação e outras manifestações da vida na sociedade humana”. São essa conexões que tenho buscado fazer em relação ao estudo da região do Vale do Correntes, onde está localizado o município de Sonora no extremo norte do estado de Mato Grosso do Sul. No intuito de compreender os “(Des) Caminhos que Conduzem a Sonora” bem como as políticas de incentivo ao processo de ocupação do extremo norte do estado de Mato Grosso do Sul a partir de 1970”, busco entender as questões concernentes ao incentivo governamental na forma de créditos subsidiados que possibilitaram a colonização privada na região do Vale do Correntes, onde atualmente está localizado o município de Sonora ao norte do estado de Mato Grosso do Sul, procuro entender ainda a dinâmica da fronteira que levou à formação daquele espaço, bem como a questão de territorialização, desterritorialização e concepções de identidade com base que trabalham com questões concernentes aos Territórios e Fronteiras.
Até a divisão do estado, a região em foco fazia parte do Estado de Mato Grosso. Em 1977, com a divisão, estudos sobre a agroindústria canavieira se voltaram para a região do Vale do Correntes, onde encontra-se situado o município de Sonora. A mencionada região, ao contar com os créditos estatais referenciados conseguiu a instalação da Usina Aquárius, hoje "Companhia Agrícola Sonora Estância", tendo sido beneficiada com o processo de modernização promovido pelo estado, e se convertido em marco dessa "modernização conservadora", cuja conseqüência imediata acabou ocasionando um redirecionamento de fronteiras que possibilitou a concentração de terras, a intensa pecuarização e a desterritorialização do trabalhador rural.
A formação daquele território e das identidades ou do embate entre essas identidades que se encontram ali presentes parecem fazer parte de um quadro geral da sociedade brasileira dos anos de 1970 é o que aponta o jornal “Defesa” no ano de 1975.


“O norte do Mato Grosso começa a repetir a tristemente conhecida história da colonização do norte do Paraná , onde a luta pela terra, com o sacrifício físico e sanguinolento dos contendores era lugar comum.
Aqui também, já é comum a luta fratricida por plano de terra. Veja-se a estatística criminal e constate-se que 60% dos crimes ocorridos no norte do estado são oriundo de questões de terras.

O artigo do jornal Defesa, de 1975 aponta para a questão da formação do território brasileiro e a violência que a constituição desse território teria gerado, isso pode indicar que os embates teriam levado ao fato de que uma parte da população teria tido acesso a esse território enquanto outra parcela desta população teria sido desterritorializada, não nos cabe nos limites do presente texto discutir as questões de formação de propriedades, em que bases e mediante quais métodos, o que interessa nos limites desta produção diz respeito a uma questão de operacionalização de conceitos e ao tratar da questão da desterritorialização, não poderia deixar de citar HAESBAERT (2006), para quem “o mito da desterritorialização é o mito dos que imaginam que o homem pode viver sem território, que a sociedade pode existir sem territorialidade, como se o movimento de destruição de territórios não fosse sempre, de algum modo, sua reconstrução em novas bases (HAESBAERT:2005)”.


O termo desterritorialização é novo, entretanto os argumentos utilizados em torno dessa questão não são inéditos como aponta HAESBAERT (2005), ao afirmar que “muitas posições de Marx em “O Capital” e no “Manifesto Comunista”revelavam claramente uma preocupação com a “desterritorialização”capitalista, seja a do camponês expropriado, transformado em “trabalhador livre”, e seu êxodo para as cidades, seja a do burguês mergulhado numa vida em constante movimento e transformação, onde “tudo que é sólido desmancha no ar”na famosa expressão popularizada por BERMAN (1986)”.
Neste debate em torna da questão da desterritorialização, Haesbaert alerta para o fato de que para entender a desterritorialização é necessário entender primeiramente o que se concebe como território o autor alerta para o fato de que se “a desterritorialização existe, ela está referida sempre a uma problemática territorial e, consequentemente, a uma determinada concepção de território. Para uns, por exemplo, desterritorialização está ligada à fragilidade crescente das fronteiras, especialmente das fronteiras estatais- o território, aí, é sobretudo um território político. Para outros, desterritorialização está ligada à hibridização cultural que impede o reconhecimento de identidades claramente definidas, um território simbólico, ou um espaço de referência para a construção de identidades”.
Parece-me que a obra de BAUMAN (2005) caminha de um pólo à outro das concepções apontadas por Haesbaert, visto que para ele ao mesmo tempo que considera “a questão da identidade como estando ligada ao colapso do Estado de bem-estar social e ao posterior crescimento da sensação de insegurança, com a “corrosão do caráter” que a insegurança e a flexibilidade no local de trabalho têm provocado na sociedade”. Considera também a identidade “como algo revelado a ser inventado, e não descoberto”. Em suma, o discurso que procura estabelecer uma identidade é claramente ideológico, defende interesses que não são necessariamente legítimos.
Enquanto para Haesbaert a desterritorialização é um mito e o que existe na verdade são territórios múltiplos, Bauman fala da existência de desterritorializados “num mundo de soberania territorialmente assentada. Ao mesmo tempo que compartilham a situação de subclasse, eles, acima de todas as privações, têm negado o direito à presença física dentro de um território sob lei soberana, exceto em “não-lugares” especialmente planejados, denominados campos para refugiados ou pessoas em busca de asilo a fim de distingui-los do espaço em que os outros, as pessoas “normais”, “perfeitas”, vivem e se movimenta”.
Ao finalizar este texto compartilho com o leitor, algumas reflexões e analogias que considero possíveis em relação à questão do “não-lugar”, penso que os barracões e alojamentos criados especificamente para os trabalhadores do corte de cana-de-açúcar, em regiões como a do Vale do Correntes, por exemplo, podem ser entendidos como “não-lugares”, pois é o espaço, onde o trabalhador, desterritorializado de seu lugar de origem e sofrendo os efeitos de uma fragmentação da sua identidade e, em alguns casos até mesmo a perda desta, momentos em que chegam à condição de verdadeiros lixos humanos, habitando a tênue fronteira que os separa da condição de seres humanos, os barracões são espaços de uma vida em suspense, à espera sempre do momento de retorno para os locais de origem onde, em geral o que aguarda a maioria desses trabalhadores é uma situação de marginalização social e pobreza. Destaca-se o fato de que a geração que nasceu nos anos de 1970, está sofrendo os efeitos da formação do mundo contemporâneo, especialmente dos anos de 1990, momento em que as pessoas deixam de ser desempregadas e se tornam “redundantes”, ou seja, passam a não ter mais espaço e conforme as palavras de BAUMAN (2005), passam a ser refugo, lixo. A trajetória dos referidos trabalhadores é marcante, visto que o limite entre exclusão e inclusão é muito tênue.




REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA




BAUMAN, Zygmunt. “Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi”. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005

BAUMAN, Zygmunt. “Vidas desperdiçadas”. Tradução de Carlos Aberto Medeiros. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005.

BERMAN, Marshall. “Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade”. Trad. de Carlos Felipe Moisés e Ana Maria L. Ioriatti. São Paulo: Cia. das Letras, 1986.

BRAY, Silvio Carlos; FERREIRA, Enéas Rente; RUAS, Davi Guilherme Gaspar. “As Políticas da Agroindústria Canavieira e o Proálcool no Brasil”. Marília: Unesp-Marília-Publicações, 2000.

COSTA, Dermeval. “Um diagnóstico acerca das transformações recentes na agricultura brasileira: o caso da Usina Jaciara S/A”. Monografia/curso de especialização.

FIGUEIRA, Ricardo Rezende. “Pisando Fora da Própria Sombra: a escravidão por dívida no Brasil contemporâneo.” Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2004.

HAERBAERT, Rogério. “O Mito da Desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. 2. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.

HALBWACHS, Maurice. “ Memória Coletiva” .São Paulo: Vértice, 1990.
LE GOFF. Jacques. “ História e Memória”. São Paulo: editora da UNICAMP, 1994.

MARTINS, José de Souza. “Fronteira: a degradação do outro nos confins do humano”.São Paulo: Hucitec, 1997.

THOMPSON, Edward P. “ A Voz do Passado: História Oral”.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.








domingo, 25 de outubro de 2009

Produção de Alunos

Espaço criado para que sejam postados em forma de comentários as atividades produzidas por alunos como parte do processo avaliativo na disciplina de História no decorrer do 4º bimestre.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Fronteira em Frederick Jackson Turner

A proposta da presente produção textual é sintetizar por meio dos textos trabalhados em sala de aula[1] o conceito de Fronteira em Turner, criando um diálogo com as questões abordadas pelo professor Barrozo e os textos de referência sugeridos para a compreensão da temática.
Em sua dissertação de mestrado Ávila[2], aponta para o fato de Turner (1862-1931), ser considerado o grande pai da historiografia moderna nos Estados Unidos. O autor nos apresenta a trajetória de Turner que lançou ao mundo sua Frontier Thesis, em 1893, durante uma feira de exposição em Chicago, postulando que o desenvolvimento histórico dos Estados Unidos havia se dado graças à existência das chamadas “terras livres” a Oeste, únicas em quantidade e extensão.[3]
Para WEGNER[4] a tese de fronteira de Turner contrastava com a mais importante visão acerca do assunto existente até aquele momento a de Herbert Baxter Adams, criador da chamada Escola Teutônica que interpretava a constituição da fronteira a partir de explicação genética, pois procurava as origens e causas das instituições norte-americanas no legado europeu transportado para o Novo Mundo. Nos moldes da Escola Teutônica a concepção de ciência estava fundamentada em teorias biológicas da época, segundo as quais a história só adquiriria seu status científico se alcançasse um tipo de explicação que remetesse à Europa.
Nesse contexto a tese de Turner apresenta uma idéia revolucionária, uma vez que o núcleo da sua teoria é que houve uma adaptação do europeu ao nativo, para sua posterior retomada do legado transatlântico, transformado, no entanto, pela experiência americana, que não teve ampla aceitação de imediato e só veio a ganhar simpatizantes anos depois da feira de Chicago, apontada anteriormente. Segundo WEGNER[5], as primeiras avaliações foram frias e formais, e somente uma década depois passou a ganhar simpatizantes, até alcançar, na segunda década de nosso século, uma aceitação generalizada entre os historiadores norte-americanos.[6]
Até então o conceito de fronteira era a de mapas, com Turner pôde ser vislumbrada a idéia de diferenças de fronteiras entre a Europa e os Estados Unidos. Na Europa o termo possuía uma forte conotação política, significando o limite que separa dois países, duas populações densas, ou duas civilizações. Nos Estados Unidos passou a significar uma linha divisória entre a terra povoada e a terra livre, ou do ponto de vista de encontro entre o civilizado e o primitivo.
Sendo assim, os valores da nação americana – a democracia e o individualismo- são alimentados pela fronteira e não pelo ideário dos imigrantes anglo-saxões. A dinâmica do processo não é explicada apenas pelas oportunidades abertas pela terra livre, mas também porque o “pioneiro” entra em contato com a simplicidade da sociedade primitiva, obrigando-se a adequar a padrões nativos em relação à natureza. Para WEGNER[7], a tese de Turner pode ser apreendida em três momentos distintos:
1º. De quase absoluta adaptação do adventício às condições fornecidas pelo ambiente e aos meios nativos, “pois na fronteira o ambiente é, a princípio, muito mais forte para o homem”;
2º. “Pouco a pouco”, o europeu pode transformar o ambiente com base, pode-se supor, nos meios fornecidos pelo seu legado transatlântico que passa a ser retomado;
3º. O produto americano, fruto do rearranjo da tradição européia sobre um fundamento de completa adequação aos padrões indígenas.
Para Turner, a selva e o deserto domina o colono, na fronteira o ambiente é, a princípio, muito mais forte que o homem. Este deve aceitar as condições que o ambiente fornece, ou perece, então, adapta-se às clareiras indígenas e segue suas trilhas, o que resulta disso é o fato de que os homens modificam a fronteira, na medida que são modificados pela mesma, por meio dessa dinâmica a demanda por terra e o amor à liberdade de wilderness, empurraram a fronteira cada vez mais para a frente.
Em um ensaio organizado por KNAUSS[8], tivemos condições de entrar em contato com a obra de Turner e notar que sua defesa se dá em torno de idéia de que a história da colonização americana foi, em grande medida a história da civilização do velho Oeste, as terras livres e o avanço da colonização em direção ao Oeste, explicam o desenvolvimento americano. As instituições americanas foram compelidas a se adaptarem às mudanças de um povo em expansão (para a travessia de um continente; o desbravamento de terras selvagens – wilderness - ; as condições econômicas e políticas da fronteira), desta forma, a fronteira seria “o pico da crista de uma onda”, o ponto de contato entre o mundo selvagem e a civilização.
Para Turner, o movimento histórico de deslocamento em direção à fronteira se encerrou em 1890.

“O que o mar mediterrâneo foi para os gregos - rompendo com as amarras da tradição, oferecendo novas experiências, fazendo surgir novas instituições e atividades - , a fronteira sempre em movimento tem sido diretamente para os Estados Unidos e mais remotamente para as nações da Europa. E, hoje, quatro séculos depois do descobrimento da América, ao final de cem anos de vida sob a égide da Constituição, a fronteira se foi e com seu desaparecimento se encerrou o primeiro período da história americana.”[9]

Devido à limitações que comportam o presente texto não nos aprofundamos por exemplo na forma como a idéia de fronteira em Turner influenciou a produção historiográfica no Brasil, entretanto não poderíamos deixar de citar a influência em obras de grande envergadura como as de Sérgio Buarque de Holanda. Encontramos no livro de WEGNER seguinte referência a relação entre a obra de Turner e Holanda:

“ Gostaria de realçar, antes de tudo, que nessa passagem se encontra o tema da adaptação ao nativo, ou seja, justamente o que considerei um dos momentos do núcleo da tese da fronteira, aplicado ‘em todo o Continente’. Em seguida, o autor alerta para as diferenças de intensidade desses ‘contatos’ com os antigos naturais da terra, reforçando a idéia de que ‘foram mais ou menos íntimos’ nas diferentes áreas coloniais e, nessa medida,’sua influência deve ter variado em grau correspondente’.
Aí sim, Sérgio Buarque explicita o exemplo norte-americano como contraponto, e o faz a partir de casos referidos exatamente por Jackson Turner.”[10]



[1] A discussão acerca da Fronteira em Turner se deu na disciplina “A Expansão (recente) da Fronteira Amazônica em Mato Grosso, ministrada pelo professor João Carlos Barrozo.
[2] ÁVILA, Arthur Lima de. E da Fronteira veio um Pioneira: a frontier theseis de Frederick Jackson Turner. (1861-1932). Dissertação de Mestrado, UFRS, Porto Alegre, 2006.
[3] ÁVILA. Op. Cit.
[4] WEGNER, Robert. Frederick Jackson Turner e o Oeste. In: A Conquista do Oeste. A Fronteira na obra de Sérgio Buarque de Holanda. Belo Horizonte: editora ufma, 2000. p.94-96.
[5] WEGNER. Op. Cit.
[6] Por meio das aulas foi possível notar que essa influência chegou ao Brasil e pode ser notada em obras como: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras 3.ed., São Paulo: Companhia das Letras, 1995. e HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed., São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

[7] WEGNER. Op. Cit.
[8] KNAUSS, Paulo. Oeste Americano: quatro ensaios de história dos Estados Unidos da América de Frederick Jackson Turner. Niterói: editora da Universidade Federal Fluminense,2004. p. 23-70.
[9] KNAUSS. Op. Cit. P. 54
[10] WEGNER. Op. Cit.

Roteiro para Elaboração de Projeto de Pesquisa

UFMT – Departamento de História
Disciplina: Prática de Pesquisa (2009)
Profa. Dra. Thereza Martha Presotti


Roteiro com as Orientações Básicas para elaboração de um Projeto de Pesquisa[1]


“Iniciar uma Pesquisa, em qualquer campo do conhecimento humano, é partir para uma viagem instigante e desafiadora.” [2]
Pretende-se aqui discutir de modo didático ressaltando a necessidade da consulta de obras de maior profundidade visto que o roteiro a seguir se constituiu em um convite, tratando apenas dos aspectos introdutórios relacionados à elaboração de um Projeto de Pesquisa.
Em linhas gerais é possível afirmar que o projeto é um documento escrito que contém todos os elementos de planejamento de um pesquisa científica a ser realizada, desta forma, oferece o retrato de uma pesquisa em andamento, permitindo que a mesma seja exposta aos olhares de outros pesquisadores.[3] Considera-se assim, que o Projeto cumpre múltiplas funções e finalidades no trabalho de Pesquisa.

PAPEL DO PROJETO[4]
Se constitui em um instrumento de planejamento e também um instrumento de elaboração dos materiais de que se irá servir o pesquisador, deve ser um instrumento flexível pronto para ser reconstruído ao longo do percurso empreendido pelo pesquisador, uma vez que o conhecimento é a interação entre o pesquisador e o objeto. Todo projeto é provisório, sujeito a mutações, inacabado.
Contrariamente à falsa ideia de que o projeto é meramente uma exigência formal e burocrática, ou de que se constitui apenas naquele recurso necessário para a instituição selecionar candidatos a pesquisadores ou avaliar o seu desempenho, o estudioso mais amadurecido sabe que o projeto é uma necessidade da própria pesquisa. Ressalta-se portanto, que sem projeto não há caminho.

FUNÇÕES DO PROJETO:[5]
- Carta de intenções;
- Item curricular;
- Instrumento direcionador da pesquisa;
- Roteiro de trabalho ou instrumento de planejamento;
- Instrumento para elaboração de ideias e para auto-esclarecimento de quem produz;
- Instrumento para diálogo científico e acadêmico;
- Retrato de uma pesquisa em andamento;
- Permite recortes e torna a pesquisa relevante.

QUESTÕES QUE O PROJETO PROCURA RESPONDER
- O que se pretende fazer?
- Por que fazer?
- Para que fazer?
- A partir de que fundamentos?
- Com o que fazer?
- Com que materiais?
- A partir de que diálogos?
- Quando fazer?

CADA UMA DESSAS PERGUNTAS REMETE, EM PRINCÍPIO, A UMA PARTE DO PROJETO.
- INTRODUÇÃO – O que se pretende fazer?
↓ Delimitação temática;
↓ Exposição do problema;
↓ Aqui o pesquisador deve esclarecer ao seu leitor qual é o objeto da sua investigção ou da sua realização científica.

- JUSTIFICATIVA – Por que fazer?
↓ É neste ponto que aparece se o projeto deve prosseguir.

- OBJETIVOS – Para que fazer?
↓ Refere-se às finalidades a serem alcançadas.

- QUADRO TEÓRICO - A partir de que fundamentos?
↓ Trata-se aqui de definir desde as filiações mais amplas, até conceitos, expressões e categorias que serão utilizados na elaboração reflexiva e na exposição dos resultados.

- FONTES E METODOLOGIA – Com o que fazer e como?
↓ Procedimentos adotados.

- BIBLIOGRAFIA – A partir de que diálogos?[6]
↓ Situa a pesquisa em uma rede de intertextualidades com outros autores.

- CRONOGRAMA – Quando fazer?
↓ Instrumento não apenas para o controle da Instituição, mas principalmente para o auto-controle do pesquisador no que se refere ao andamento do seu trabalho.





[1] Texto elaborado pela estagiária mestranda Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa.
[2] BARROS, José D’Assunção. O Projeto de Pesquisa em História. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2008.
[3]Disponível em: http://inf.unisul.br/~ines/pccsi/O_PROJETO_DE_PESQUISA_2004B.doc. Acessado em 08 de abril de 2009.
[4]Disponível em: http://www.liberato.com.br/upload/arquivos/0130070816130219.pdf. Acessado em 08 de abril de 2009.
[5] BARROS. Op. Cit.
[6] Esse debate deve ser constante e na atualidade ele está facilitado por mecanismos tecnológicos tais como a internet, deixo aqui a sugestão de um site específico da área de História que pode ser bastante proveitoso a todos que se dedicam a esta área do conhecimento, visto que é um espaço de socialização histórica bastante profícuo. http://cafehistoria.ning.com/group/projetoepesquisaemhistria

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Plano de Estágio Supervisionado

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
INSTITUTO DE CIÊNCIA HUMANAS E SOCIAIS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
MESTRADO EM HISTÓRIA



Estagiária: Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa
Matrícula: 2009/3079
Orientador: Prof. Dr. Fernando Tadeu de Miranda Borges
Supervisora: Thereza Marta Borges Presotti









PLANO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO















Cuiabá –MT
Abril/2009
CURSO: História
DISCIPLINA: Prática de Pesquisa
CARGA HORÁRIA: 60 horas
PROFESSORA DA DISCIPLINA: Dr.(a)Thereza Martha Borges Presotti
PROFESSOR ORIENTADOR: Dr. Fernando Tadeu de Miranda Borges
SÉRIE: 4º
SEMESTRE: 7º Semestre
ANO LETIVO: 2009




JUSTIFICATIVA:
O enfoque central da disciplina será a discussão do papel da prática de pesquisa na construção do conhecimento elaborado pelo historiador, neste sentido justifico o estágio como uma atividade de cooperação no decorrer desse processo.[1] O desenvolvimento do estudo se dará com temas e textos selecionados que instiguem o aluno a refletir o significado de “ Pesquisa como Ação”, a partir das relações com o passado, fundamentadas em novos pressupostos opostos aos ideais positivistas, por exemplo, que se sustentam em novas formas de se olhar, pensar e produzir a História[2]. A ênfase recairá sobre a pesquisa histórica. Os alunos deverão experienciar a elaboração e intervenção prática nos espaços onde se principia a pesquisa, prática esta que relacionada às leituras específicas acerca do tema de estudos, deverá contribuir para a elaboração de um Trabalho de Conclusão de Curso (Projeto de Pesquisa, Monografia, Artigo, ou Instrumento de Pesquisa).

EMENTA:
Elaboração de um trabalho de conclusão de curso em forma de Monografia, Projeto, Artigo ou Instrumento de Pesquisa, com base em documentação histórica manuscrita, impressa, iconográfica e bibliográfica, com vistas a instrumentalizar os alunos no universo da pesquisa histórica.[3] ,

OBJETIVO GERAL:
Os alunos durante o curso deverão compreender:
a) A pesquisa como “Ação”, questão nodal de todo processo de construção do saber histórico;
b) A Prática da Pesquisa, como resultado de um complexo trabalho humano interativo-coletivo – um espaço de discussões, conflitos intelectuais, informações, emoções, desejos e interesses;
c) Discutir as várias fases da pesquisa histórica fundamentadas em instrumentos teóricos, metodológicos e técnicos para a realização da investigação, na perspectiva da História enquanto ciência.[4]
d) Contribuir para a formação de profissionais imbuídos da percepção e compreensão do mundo atual, de maneira que contribuam para a ação mobilizadora de implementação de políticas e ações voltadas à preservação do patrimônio histórico e artístico-nacional. [5]

AMBIENTE DE ESTÁGIO

Na sala de aula, no Arquivo Público de Mato Grosso, no NDIHR, e em outros espaços onde a Prática de Pesquisa possa ser exercitada.

METODOLOGIA

- Aula expositiva dialogada;
- Leitura dirigida de textos;
- Debates acerca dos textos sugeridos para as aulas;
- Seminários em sala de aula;
- IV Seminário de Prática de Pesquisa;
- Visitas a arquivos;
- Análise de documentação histórica.

CRONOGRAMA

12/03 – Apresentação
19/03 – Regulamentações do TCC/ O Regimento e o Manual / Normas da ABNT.
26/03 – Aula expositiva sobre o texto: FÉLIX, Liva Otero. Pesquisando memórias, construindo História. In: História e Memória. A problemática da pesquisa.
02/04 – Término da discussão do texto e apresentação dos formatos do TCC.
09/04 – Oficinas com Monografias, projetos e artigos.Organização de grupos para exposição de seminários.
16/04- Seminários sobre Fontes Históricas.
23/04- Palestra com a representante do Arquivo Público.
30/04 – Oficina de Prática de Pesquisa no Arquivo Público de Mato Grosso (APMT).
07/05 – Oficina de Prática de Pesquisa no NDIHR.
14/05 – Oficina de Prática de Pesquisa no Museu Rondon.
21/05 - Discussão de textos: referências bibliográficas. Exercícios: como elaborar resumos de artigos e capítulos de livros.
28/05 – Discussão de textos. Apresentação do projeto de pesquisa em andamento por parte da aluna estagiária e discussão com os alunos sobre seus respectivos projetos.
04/06 – Discussão de textos. Fontes impressas. Utilização de ficha-modelo para obtenção de coleta de dados.
18/06 – Discussão de textos. Fontes orais.
25/06 – Reconhecimento dos aspectos formais e metodológicos de uma obra bibliográfica.
02/07 – Exercícios em sala a partir do levantamento documental realizado nos arquivos. Utilização de ficha-modelo.
09/07 – Discussão de textos.
Set/2009 – Participação como membro de banca no IV Seminário de Prática de Pesquisa


BIBLIOGRAFIA DE APOIO



ALVES, Judith Alda. A “revisão da bibliografia” em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis. Cadernos de Pesquisa. São Pauo, n. 81, p.53-60, maio de 1992.

BARROS, José D’Assunção. O Campo da História: Especialidades e Abordagens. Petrópolis: Vozes, 2004.

CARDOSO, Ciro Flamarion. Uma introdução à História. Brasiliense, 1986.

DAUMARD, Adelina; BALHANA, Altiva Pilatti e outros. História Social do Brasil. Teoria e metodologia. Curitiba: editora da UFPR, 1984.

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: perspectiva, 1996.

FÉLIX, Liva Otero. História & Memória. A Problemática da Pesquisa. Passo Fundo:Ediupf, 1998.

GRAF, Márcia Elisa de Campos. Fontes para o estudo da família escrava no Brasil. In: Anais do IV Encontra Nacional de Estudos Populacionais. ABEP, vol. I, São Paulo.

HALBAWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. S.I: Ed. Vértice.

JENKIS, Keith. A História Repensada. São Paulo: contexto. 2001.

NORA, Pierre. Entre Memória e História: a problemática dos lugares. Revista projeto História, São Paulo, n. 10.

MATOS, Maria Izilda Santos de. Na Trama do Cotidiano. In: Cadernos CERU, n.5,série,2, 1994.

MAIHY, José Carlos S. Manual de História Oral. São Paulo: Loyola, 1996.

MOURA, Maria Lucia Dseildl e FERREIRA, Maria Cristina. Projetos de Pesquisa. Elaboração, redação e apresentação. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2005.

PERARO, Maria Adenir e BORGES, Fernando T. de Miranda (Orgs.) Mulheres e Famílias no Brasil. Cuiabá: Carlini & Caniato, 2005.

PAIVA, Eduardo França. Discussão sobre fontes de pesquisa histórica: os testamentos coloniais. In:LHP. Revista de História, n. 04, 1993/1994.

PINSK, Carla Bassanezi (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: contexto, 2006.

SILVA, Kalina Vanderlei e SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de Conceitos Históricos. São Paulo:contexto, 2005.

SILVA, Zélia Lopes da (Org.). Arquivos, Patrimônio e Memória. Trajetórias e Perspectiva. São Paulo: EdUNESP/FAPESP, 1999.





BIBLIOGRAFIA DO PROJETO

BRAY, Silvio Carlos; FERREIRA,Enéas Rente; RUAS, Davi Guilherme Gaspar. “As Políticas da Agroindústria Canavieira e o Proálcool no Brasil”. Marília, Unesp-Marília-Publicações, 2000.
CHARTIER, Roger.“A história cultural: entre práticas e representações”. Lisboa Rio de Janeiro, DIFEL Bertran Brasil, 1990.
COSTA, Dermeval Pereira da. “Um diagnóstico acerca das transformações recentes na agricultura brasileira: o caso da Usina Jaciara S/A”. Mimeo.
FIABANI, Adelmir. " Mato, Palhoça e Pilão: o quilombo. Da escravidão às comunidades remanescentes (1532-2004)". São Paulo: Expressão Popular, 2005
FOWERAKER, Joe. “A luta pela terra – a economia política da fronteira pioneira no Brasil de 1930 aos dia atuais”. Rio de Janeiro:Zahar, 1982.
FREIRE, Júlio De Lamonica. Por uma Poética Popular da Arquitetura. Cuiabá:EdUFMT, 1997.
GUIMARÃES, Carlos Magno. " Mineração, quilombos e Palmares: Minas Gerais no Século XVIII". In: REIS, J.J. & GOMES, Flávio dos Santos. (Org.) Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Tradução de Irene Ferreira. Campina:Editora da Unicamp, 1996.
LENHARO, Alcir. “Crise e Mudança na Frente de Colonização”. NDIHR-UFMT, Cuiabá-MT, 1982.
MARTINS, José de Souza. Fronteira. A degradação do outro nos confins do humano. São Paulo: Hucitec, 1997.
MONBEIG, Pierre. Os pioneiros. In: Pioneiros e fazendeiros de São Paulo. São Paulo: Hucitec-Polis, 1984. p. 139 – 164.
MOURA, Clóvis. "Quilombos: resistência e escravismo". 3. ed. São Paulo: Ática, 1993.
MULLER, Geraldo. “Cem anos de República: notas sobre as transformações estruturais do campo”. In: Revista de estudos avançados, v.03,n.07, São Paulo, USP/ICA: set/dez, 1989.
NASCIMENTO, Flávio Antônio da Silva. “Aceleração Temporal na Fronteira: estudo do caso de Rondonópolis-MT”. Tese de doutorado, São Paulo: História/FFSCH/USP, 1997, p.01 a 25.
PALMEIRA, Moacir. “Modernização, Estado e Questão Agrária”. In: Revista de Estudos Avançados. São Paulo (USP) IEA. Set/Dez. v.03,n. 07,p..87. 1989.
PEREIRA, Benedito Dias. MATO GROSSO - Principais eixos viários e a modernização da agricultura. Cuiabá: EdUFMT, 2007.
PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
PRADO Jr., Caio. “História Econômica do Brasil”. Brasiliense, São Paulo, 43 ed. 1998.
Programa Brasil Quilombola. Brasília, 2005
SWAIN, Tânia Navarro. Fronteiras do Paraná: da colonização à migração. Brasília: Universidade de Brasília, 1988.
VOLPATO, Luiza Rios Ricci. “A Conquista da Terra no Universo da Pobreza”. São Paulo:Hucitec, 1987.
WAIBEL, Léo. As zonas pioneiras do Brasil. In: ___________. Capítulos de geografia tropical e do Brasil. 2ª Ed., Rio de janeiro: FIBGE, 1979. p. 279-311.
WILLIMS, Raymnond. O Campo e a Cidade. Na História e na Literatura. Tradução de Paulo Henrique Brito. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
WIRTH, Louis. O fenômeno Urbano. 4ª. Ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979.





Cuiabá, ___/___/_____.



Assinatura do Orientador Assinatura da Estagiária


Assinatura da Supervisora
[1] A prática do estágio docência no nível de pós-graduação stricto-sensu, é sustentado no que se refere à questão legislativa por uma resolução de nível nacional (resolução CÒNSUNI 005/2001) e de nível estadual (resolução do Consepe n. 5 de 28/01/2008), que dizem respeito às atividades de ensino na instituição, sob a supervisão do orientador.
[2] FÉLIX, Loiva Otero. Pesquisando Memórias, construindo História. In: História e Memória: a problemática da pesquisa. Passo Fundo:ediupf, 1999. A autora discute os novos caminhos para a produção historiográfica, os novos procedimentos no campo da História em relação ao passado, questionamentos envolvendo o que a autora chama de referentes a classes subalternas além de preocupação com tem as como: democracia, estudos referentes a mulheres, negros, meio ambiente.
[3] A ementa aqui apresentada consta no plano de ensino da prof.(a) Thereza Martha Pressotti, visto que o trabalho do estagiário não é independente e se constitui muito mais numa atividade complementar que deve auxiliar na prática do docente em sala de aula.
[4] Objetivo consta no plano de ensino da professora supervisora.
[5] Idem.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Relatório Final do Simulado da Escola Estadual

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
ESCOLA ESTADUAL COMANDANTE MAURÍCIO COUTINHO DUTRA
RELATÓRIO FINAL DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE AÇÃO DO PDE





Cumprindo as exigências de um dos planos de ação desenvolvidos para o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, da Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra, foi realizado o primeiro “Simulado”, que teve como público alvo os alunos de 8º. e 9º. Anos do Ensino Fundamental (períodos matutino e vespertino).
A prova do simulado foi elaborado pela professora Beatriz S. O. Feitosa, que além de responsável pela ação foi gerente do objetivo que teve como líder a professora Mariza Marques da Costa Ferreira. Para tanto, solicitou-se dos professores de cada uma das disciplinas das turmas, elaborassem 03 questões, que possibilitou a elaboração de uma avaliação de conhecimento, por meio de conteúdos trabalhados em sala de aula ao longo do ano.
A ação não foi financiável, entretanto teve custos, os quais o corpo administrativo da escola se propôs de imediato a financiar, o material utilizado foi:
- 1408 folha de papel A4 75g/m²;
- 08 envelopes grandes;
- fita adesiva;
- grampos;
- tinta para impressora.
A participação dos alunos foi bastante relevante o que pode ser notado no quadro da página à seguir:



No que se refere ao quantitativa da avaliação, gostaríamos de fazer menção ao Índice de desenvolvimento da Educação Básica em nível nacional acerca do qual temos um quadro a seguir


Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Anos Finais do Ensino Fundamental
Ensino Médio
IDEB Observado
Metas
IDEB Observado
Metas
IDEB Observado
Metas
2005
2007
2007
2021
2005
2007
2007
2021
2005
2007
2007
2021
TOTAL
3,8
4,2
3,9
6,0
3,5
3,8
3,5
5,5
3,4
3,5
3,4
5,2
Dependência Administrativa
Pública
3,6
4,0
3,6
5,8
3,2
3,5
3,3
5,2
3,1
3,2
3,1
4,9
Federal
6,4
6,2
6,4
7,8
6,3
6,1
6,3
7,6
5,6
5,7
5,6
7,0
Estadual
3,9
4,3
4,0
6,1
3,3
3,6
3,3
5,3
3,0
3,2
3,1
4,9
Municipal
3,4
4,0
3,5
5,7
3,1
3,4
3,1
5,1
2,9
3,2
3,0
4,8
Privada
5,9
6,0
6,0
7,5
5,8
5,8
5,8
7,3
5,6
5,6
5,6
7,0
IDEB 2005, 2007 e Projeções para o BRASIL
Fonte: Saeb e Censo Escolar.[1]

O referido quadro aponta os índices da educação pública da atualidade, bem como as perspectivas para os próximos 12 anos. No que se refere ao Simulado aplicado aos alunos do 8º. e 9º. Anos da Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra podemos afirmar que o mesmo superou de forma significativa o resultado dos índices nacionais. Como pode ser verificado por meio da ficha de classificação final que segue:

CLASSIFICAÇÃO POR “ANOS” E “TURMAS” DO SIMULADO – 2008.[2]

8º. Ano “A”
1º. Lugar/ 23 acertos
Caio Jared Martins Santos


2º. Lugar/ 21 acertos
Isabella Lopes dos Santos

3º. Lugar/17 acertos
Ada Gabriela Cardoso Luz
Talyson Moura Costa



8º. Ano “B”
1º. Lugar/ 20 acertos
Anderson C. Serafim

2º. Lugar/ 19 acertos
João Miguel Soares Neto
Naggyla Sâmara Ferreira Romeiro

3º. Lugar/ 17 acertos
Gabriel Andrade Martins



8º. Ano “C”
1º. Lugar/ 15 acertos
Tchamara Barbosa Dias

2º. Lugar/ 14 acertos
José da Silva
Adilson Felipe Vogt
Daniele Silva Santos

3º. Lugar/ 13 acertos
Daiane Cunha
João Marcos
Daisy Avalhaes




8º. Ano “D”
1º. Lugar/ 17 acertos
Adeildo Gonçalves
Alyson Silva Lima
Marcio André Petry

2º. Lugar/16 acertos
Renata dos Santos Felbeck

3º. Lugar/ 15 acertos
Jhenyffer Andrade Viana



9º. Ano “A”
1º. Lugar/ 19 acertos
Jéssica Caroline

2º. Lugar/ 17 acertos
Ketlen Mayara de Oliveira Silva
Dionatan Rodrigues

3º. Lugar/ 16 acertos
Camila Kramer Pereira
Carina Nunes Teixeira
Maycon Willian dos Santos



9º. Ano “B”
1º. Lugar / 18 acertos
Toígor Silva Oliveira

2º. Lugar/ 15 acertos
Rafael de Jesus Ferreira

3º. Lugar/ 14 acertos
Aline Cristina Meirelles Lima



9º. Ano “C”
1º. Lugar/ 16 acertos
Claudinei José de Arruda

2º. Lugar/ 14 acertos
Lucas Hugo P. Batista

3º. Lugar/ 13 acertos
Roger Gomes Pedroso
Cláudio
Mayara dos Santos



Melhor pontuação no simulado de todos os 8º. Anos
CAIO JARED MARTINS DOS SANTOS


Melhor pontuação no simulado de todos os 9º. Anos
JÉSSICA CAROLINE

Apontamos ainda o resultado do mesmo índice aplicado ao Estado de Mato Grosso do Sul, e mais uma vez podemos constatar que os resultados obtidos pelos alunos foram bastante satisfatórios.

Fases de Ensino
IDEB Observado
Metas Projetadas
2005
2007
2007
2009
2011
2013
2015
2017
2019
2021
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
3,2
4,0
3,3
3,6
4,0
4,3
4,6
4,9
5,2
5,5
Anos Finais do Ensino Fundamental
2,9
3,5
3,0
3,1
3,4
3,8
4,2
4,4
4,7
5,0
Ensino Médio
2,8
3,4
2,9
3,0
3,2
3,4
3,8
4,2
4,5
4,7
IDEBs observados em 2005, 2007 e Metas para rede Estadual - MATO GROSSO DO SUL
Fonte: Saeb e Censo Escolar.[3]





































______________________________________
Professora Beatriz S. O. Feitosa
Responsável pela Ação




SONORA/MS-2008
[1] http://ideb.inep.gov.br/Site/ . Acessado em 11/12/2008.
[2] Considera-se o total de acertos a partir de um total de 28 questões que compunham a avaliação.
[3] http://ideb.inep.gov.br/Site/ acessado em 11/12/2008.

Simulado da Escola Estadual

ESCOLA ESTADUAL COMANDANTE MAURÍCIO COUTINHO DUTRA













SIMULADO APLICADO ÀS TURMAS DE 8º. E 9º. ANOS DA ESCOLA ESTADUAL COMANDANTE MAURÍCIO COUTINHO DUTRA


















Sonora/MS – 2008

ESCOLA ESTADUAL COMANDANTE MAURÍCIO COUTINHO DUTRA









SIMULADO APLICADO ÀS TURMAS DE 8º. E 9º. ANOS DA ESCOLA ESTADUAL COMANDANTE MAURÍCIO COUTINHO DUTRA







Plano de Ação liderado pela professora Mariza Marques da Costa Ferreira e gerenciado pela professora Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa, como cumprimento de parte do que foi disposto no PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação).








Sonora/MS – 2008

JUSTIFICATIVAS


O processo de ensino-aprendizagem é composto de uma série de elementos, dentre eles a avaliação, sem a qual consideramos perder as ferramentas que permitem o equilíbrio de um bom método pedagógico, pois permiti perceber e qualificar o desempenho do aluno no trabalho com todos os referenciais teóricos.
Isto posto, justificamos a aplicação de um simulado para as turmas de 8º. e 9º. Anos da Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra.

OBJETIVOS GERAIS


Dar condições para que o aluno possa avaliar seu aproveitamento nas diversas disciplinas ao longo do ano letivo. Ressaltar que a avaliação é apenas um passo no processo de aprendizagem e o simulado deve contribuir para isto.
Incutir nos educando um sentimento de valorização do conhecimento, testando suas habilidades e estimulando o aprendizado.




OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Viabilizar condições materiais e pedagógicas para que o Plano de Ação (um dos vários que compõem o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE) contribua para a meta maior, ou seja, a elevação do desempenho escolar dos alunos, além de contribuir para a maior dinamização da prática de sala de aula.
Estimular a aprendizagem dos alunos de todas as turmas e disciplinas do Ensino Fundamental.


METAS

Aplicar as prova do simulado para todas as turmas de 8º. e 9º. do Ensino Fundamental
ESTRATÉGIAS

Utilizar duas aulas no dia 28/11 para a realização da avaliação, sendo que o professor do primeiro horário deverá permanecer na sala até que a avaliação seja concluída.


RECURSOS

HUMANOS:
- 176 alunos dos 8º. anos (A, B, C, D) e dos 9º. Anos (A,B,C)
- Professores para aplicar a avaliação em cada uma das turmas.
- Professores para corrigir os cartões respostas.
MATERIAIS:
- 1408 folhas de papel branco;
- 7 envelopes grandes;
- Tinta ou toner para impressão.