sexta-feira, 7 de junho de 2013

FAÇA AMOR, NÃO FAÇA GUERRA
   

          A partir de 1959, o governo comunista do Vietnã do Norte e a ditadura estabelecida no Vietnã do Sul disputaram o controle do território.
          Para evitar a reunificação do Vietnã sob um regime comunista, os Estados Unidos enviaram armas e soldados ao Sudeste asiático no início dos anos 1960. Conforme as imagem dos combates e das baixas eram veiculadas pela mídia, aumentavam as críticas à participação norte-americana no conflito.
Entre os setores sociais que protestaram contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, os jovens tiveram atuação destacada. Milhares deles saíram às ruas em passeatas e manifestações. Nas universidades, os debates fervilhavam. Sob o lema "Faça amor, não faça guerra", os hippies encabeçaram os movimentos juvenis pelo pacifismo.
NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes; CAPELLARI, Marcos Alexandre (Orgs.). História: ser protagonista. São Paulo: edições SM, 2010.

                                              Fonte: www.deciogoes.blogspot.com


                                          Fonte: www.vanialima.blog.br

PROPOSTA DE ATIVIDADA (3º C e D)

1) Verificando a existência de um conflito armado como foi a Guerra do Vietnã, disputa entre Vietnã do Norte (socialista) e Vietnã do Sul (capitalista) que teve interferência dos Estados Unidos. Explique o significado do termo "Guerra Quente", utilizado pelo autor do livro na página 142.

2) Além das manifestações pacifistas em favor da paz, a ONU também cumpriu uma função importante na busca por um mundo sem guerras. Fale a respeito da criação da ONU e descreva o contexto em que ela foi criada.

3) A participação dos jovens na contestação contra a Guerra do Vietnã foi fundamental para o fim da guerra. Como você caracterizaria a participação política ou cultural dos jovens brasileiros hoje? Justifique sua resposta.

4) Analise a letra da canção de Jonh Lennon, pensando no contexto estudado.

Imagine

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one

Imagine
Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazer
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade do Homem
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só
                                        

domingo, 28 de abril de 2013


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O FILME "TEMPOS MODERNOS": proposta de atividades para os alunos do 2º Ano (A,B,C) do Ensino Médio da Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra



                                         Fragmento do filme "Tempos Modernos" disponível                 em:http://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ


TEMPOS MODERNOS, DE CHARLES CHAPLIN - COMENTÁRIO E FILME


TEMPOS MODERNOS é o primeiro filme em que Charles Chaplin utilizou efeitos sonoros
que até então eram pouco conhecidos. A produção é de 1936, Chaplin atua e dirige o filme.
ANÁLISE DO FILME TEMPOS MODERNOS: O último filme mudo de Chaplin foi Tempos Modernos, retrata a vida urbana nos Estados Unidos nos anos 30, logo após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda sociedade norte-americana, levando a maior parte da população ao desemprego e à fome.

O filme foca a vida na sociedade industrial caracterizada pela produção pegando por base o sistema de linha de montagem e criticando a alienação do operário desse meio de produção e também a modernidade e o capitalismo crescente, já que o trabalhador é manipulado pelo poder do capital.

Fazendo um breve resumo sobre o filme antes da análise, a figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que trabalha em uma indústria, principal meio de distribuição de emprego da época, após sofrer um surto ele é considerado louco e levado a uma clínica, após ser liberado ele é imediatamente preso, por engano, já que estava junto de um movimento comunista, sendo considerado o líder pelos policiais. Na prisão ele cometeu um ato de heroísmo, fazendo assim que sua na prisão melhorasse muito, tinha uma cela só para ele, em perfeito estado. Assim que liberado da prisão Carlitos fazia de tudo pra voltar, já que a vida na prisão era muito melhor do que a vida nas ruas da cidade, uma das várias críticas demonstradas no filme. Foi no meio dessa confusão que ele conhece uma jovem, moça muito pobre, que tinha perdido o pai nos constantes conflitos entre polícia e civis pela cidade, Carlitos se apaixona pela garota, e daí por diante eles estão juntos contra a crise que os persegue durante o filme.

Analisando o filme, são percebidas as várias críticas que o criativo Chaplin mostrou em Tempos Modernos, ele trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais ricas, além de mostrar também que a mesma sociedade capitalista que explora os trabalhadores, alimenta todo conforto e diversão da burguesia. Cenas como a que Carlitos e a jovem órfã conversam no jardim de uma casa, ou aquela em que Carlitos e a mesma jovem encontram-se numa loja de departamentos, ilustram bem essas questões. A alienação do operário é outra crítica muito enfatizada dentro do filme, o exemplo seria nas cenas em que Carlitos faz o movimento repetitivo de apertar o equipamento, mesmo não estando em serviço, além da representação de grandes máquinas na fábrica, ou seja, mostrando uma maior importância e magnitude das máquinas contra o trabalhador.

Logo no início do filme, um rebanho de ovelhas é mostrado indo para um matadouro e logo após mostra os trabalhadores indo para uma indústria, assim fazendo uma alusão, simbolizando o contingente de operários que são totalmente submissos a seu emprego na fábrica, tendo que dar o máximo de si para a produção da indústria, e assim, como já citei, gerando o lucro para o capital. O relógio que aparece no filme e a rapidez em que a industria é movida representa também a maior necessidade do mercado que cresce cada vez mais com esse ritmo, além da idéia de otimização do tempo, ou seja, produzir mais em menos tempo.

A cena de Carlitos entrando dentro da máquina é uma das cenas mais clássicas do filme (na imagem acima), essa passagem representa o operário como mera peça do sistema e pode a qualquer momento ser sugado pela máquina psicologicamente. O consumismo é um tema abordado também por Chaplin na sua obra, ele demonstra na cena da loja a vontade e necessidade de consumo por parte de Carlitos e da jovem dos produtos que o mercado oferece cada vez mais.

A crescente urbanização também é mostrada em Tempos Modernos logo após a cena em que Carlitos sai da clínica, onde acabava de ser aconselhado pelo médico a ficar calmo e não se estressar, sendo essa passagem uma ironia crítica, já que no estado em que se encontrava a cidade, com a industrialização, era impossível ficar do jeito que o médico queria. Como já citei, a fome e a violência estão totalmente dentro do contexto do filme, sendo mais uma crítica, usando a família da jovem e o assassinato do pai como as cenas ligadas a esse problema, além do assalto de bandidos que estavam com fome na loja em que Carlitos estava trabalhando. Junto com a jovem, Carlitos demonstra uma grande vontade de ter uma vida digna, uma casa, um emprego. Esse sonho os personagens levam com eles até o final do filme, indicando o positivismo por parte deles.

Juntamente com O Garoto e O Grande Ditador, Tempos Modernos está entre os filmes mais conhecidos do ator e diretor Charles Chaplin, sendo considerado um marco na história do cinema.
Texto disponível em:http://artebrasilis.blogspot.com.br/2011/03/tempos-modernos-de-charles-chaplin.html. Acessado em: 28/04/2013.


PROPOSTA DE ATIVIDADE:
Considerando o tema que estamos estudando que trata da Revolução Industrial, faça um comentário relacionando elementos tratados no filme que podem ajudar a entender as consequências do processo de industrialização iniciado na Inglaterra durante o século XVIII.
Para realizar a atividade, clique em comentários, ao finalizar coloque seu nome e série.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A DEMOCRACIA CONSOLIDADA - Atividade Avaliativa para o 9º Ano "A"

No dia do segundo turno das eleições presidenciais (de 2002) o presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que "a democracia está consolidada no Brasil", enquanto Luta assegurava: "Quero ficar na história como o preside3nte que mais dialogou com empresários, sindicalistas e com todas as forças políticas". Ao fazer tal afirmação, o candidato praticamente eleito confirmava e completava a frase do presidente em que predominam a argumentação e o compromisso. Sugiro, entretanto, que as elições de 2002 significam mais do que a consolidação da democracia no Brasil: Indicam que o Brasil está passando da democracia de elites para a democracia de opinião pública.

( Adaptado de BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. www.bresserperira.org.br.)

ATIVIDADE AVALIATIVA
Valor: 3,0

As questões a seguir poderão ser respondidas a partir do texto referente ao capítulo 24 (A Democracia Consolidada), do livro "História e Vida Integrada" de autoria de Nelson Piletti, Claudino Piletti e Thiago Tremonte.
Você deverá clicar em comentários, em seguida colocar seu nome, número e série.
As questões não precisam ser respondidas em ordem, desde que estejam numeradas corretamente.

QUESTÕES:
1)Comente a respeito dos pontos que achou mais interessantes em relação ao governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

2) Luiz Inácio Lula da Silva (LULA) foi o primeiro operário a ocupar o cargo de presidente da República brasileira. A partir do que foi estudado aponte algumas mudanças pelas quais o país passou durante o seu mandato.

3) A reeleição de Lula em 2006 refletiu sua forte popularidade. Na sua opinião quais foram os motivos que levaram Lula a ganhar as eleições por dois mandatos consecutivos?

4) Fale brevemente a respeito das mudanças culturais ocorridas durante o período estudado.

BOM TRABALHO MEUS CAROS!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Envelhecer - Arnaldo Antunes

Para refletir nossas práticas

Recebi este texto por e-mail de um amigo e achei interessante compartilhar, sobretudo porque os discursos ambientais andam tão em voga mas, na prática poucos estão dispostos a abrir mão do conforto em nome da preservação do planeta. É sempre bom refletir a respeito deste assunto.

DESABAFO
"Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas Descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escoLa, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

(Agora que voce já leu o desabafo, envie para os seus amigos, e especial para os que têm mais de 40 anos de idade.)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O SONHO - Clarice Lispector


O sonho



Sonhe com aquilo que você quer ser,

porque você possui apenas uma vida

e nela só se tem uma chance

de fazer aquilo que quer.



Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.

Dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana.

E esperança suficiente para fazê-la feliz.



As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor das oportunidades

que aparecem em seus caminhos.



A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam

Para aqueles que buscam e tentam sempre.

E para aqueles que reconhecem

a importância das pessoas que passaram por suas vidas.



Clarice Lispector

domingo, 16 de outubro de 2011

Tema: Reforma Religiosa. Turmas: 1º "A" ,"B" ,"C", "D","E". Sinopse do filme "Lutero" e proposta de atividades.

Lutero — breve sinopse
Disponível em: http://www.ccmn.ufrj.br/extensao/material/SEE_historia_69_120.pdf


(Luther), Alemanha e EUA, 2003, Eric Till.

Duração: 112 minutos

         Após quase ser atingido por um raio, Martim Lutero (interpretado pelo ator Joseph  Fiennes) acredita ter sido alvo de um chamado divino. Ele se retira para um monastério, mas logo se vê atormentado pelas práticas mercantis adotadas pela Igreja Católica  à época.
        Então, prega suas 95 teses protestantes nas portas da Igreja do Castelo de  Wittenberg, envolvendo-se numa disputa teológica em razão da qual passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero torna-se insubmisso e desafia a Igreja a comprovar que as suas teses contrariavam a Bíblia.
        Excomungado, foge e inicia a luta por seus ideais religiosos.

    
 
PROPOSTA DE ATIVIDADES (postar em comentários):
1. Como você resumiria o fi lme Lutero?


2. De quais seqüências você mais gostou? Por quê?

3. Explique por que Lutero se insurge contra as práticas da Igreja.

4. O que eram as indulgências? Cite duas.
 
5. Descreva três itens importantes das 95 teses de Lutero contra a Igreja Católica


6. De acordo com o fi lme, quais foram as principais personagens da Reforma?

7. Por que os adeptos das idéias de Lutero passaram a ser chamados de protestantes?

Atividade cultural - 3º "A" e "B"

Espaço destinado a postagem da atividade cultural produzida pelos grupos, referente aos temas de seminários que serão trabalhados ao longo do 4º bimestre.
Bom trabalho, meus caros!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Protesto

Um milhão de pessoas na Avenida Paulista pela demissão de toda a classe política (ainda sem data marcada) .
Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra o mau político, e contra a degradação da nação está começando. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm acontecido, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos próprios filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer tudo o que for preciso, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' do Brasil até aqui, falam em cortes de despesas - mas não dizem quais despesas - mas, querem o aumentos de impostos como se não fôssemos o campeão mundial em impostos.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, 14º e 15º salários etc.) dos poderes da República;

2. Redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios. Acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do povo;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de reais/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Acabar com o Senado e com as Câmara Estaduais, que só servem aos seus membros e aos seus familiares. O que é que faz mesmo uma Assembleia Legislativa (Câmara Estadual)?

6. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? E como não são verificados como podem ser auditados?

7. Redução drástica das Câmaras Municipais e das Assembléias Estaduais, se não for possível acabar com elas.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades; Aliás, 2 partidos apenas como os EUA e outros países adiantados, seria mais que suficiente.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc.., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, as ex-famílias...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados e respectivas estadias em em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós que nunca estão no local de trabalho). HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE CONSULTORIAS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir aos apadrinhados do poder - há hospitais de cidades com mais administradores que pessoal administrativo... pertencentes Às oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias aposentadorias por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo LEGISLATIVO.

18. Pedir o pagamento da devolução dos milhões dos empréstimos compulsórios confiscados dos contribuintes, e pagamento IMEDIATO DOS PRECATÓRIOS judiciais;

19. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os ladrões que fizeram fortunas e adquiriram patrimônios de forma indevida e à custa do contribuinte, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controle, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;

20. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

21. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

22. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu patrimônio antes e depois.

23. Pôr os Bancos pagando impostos e, atendendo a todos nos horários do comércio e da indústria.

24. Proibir repasses de verbas para todas e quaisquer ONGs.

25. Fazer uma devassa nas contas do MST e similares, bem como no PT e demais partidos políticos.

26.REVER imediatamente a situação dos Aposentados Federais, Estaduais e Municipais, que precisam muito mais que estes que vivem às custas dos brasileilros trabalhadores e, dos Próprios Aposentados.

27. REVER as indenizações milionárias pagas indevidamente aos "perseguidos políticos" (guerrilheiros).

28. AUDITORIA sobre o perdão de dívidas que o Brasil concedeu a outros países.

29. Acabar com as mordomias (que são abusivas) da aposentadoria do Presidente da Republica, após um mandato, nós temos que trabalhar 35 anos e não temos direito a carro, combustivel, segurança ,etc.

30. Acabar com o direito do prisioneiro receber mais do que o salario mínimo por filho menor, e, se ele morrer, ainda fica esse beneficio para a família. O prisioneiro deve trabalhar para receber algum benefício, e deveria indenizar a família que ele prejudicou.

31- Juízes - terminar com as férias de 90 (noventa) dias, passando para 30 dias, fazendo com esses tenham os direitos iguais aos demais trabalhadores, deixando de serem uma classe diferenciada e alheia aos problemas do Brasil.

Ao "povo", pede-se o reencaminhamento

deste protesto.

Se tiver mais algum item, favor acrescentar



''O QUE ME INCOMODA NÃO É O GRITO DOS MAUS, E SIM, O SILÊNCIO DOS BONS'' (Martin Luther King)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A HORA DO ESTUDANTE

          Programa semanal de atividades educacionais e de entretenimento.
          Vai ao ar pela Rádio FM Cidade 87,9 nos sábados das 15:00 às 17:00 horas.

Rayane e José - Locutores do Programa


Lucas Girardi - Declamou poesia no dia 17/09

Professora Bia - Coordenadora do Programa
João Paulo: Declamou poesia no dia 17/09

Felipe: Sonoplasta


Alex, Felipe, José, Bia, Lucas, Rayane e Renata


Reflexões sobre o trabalho no corte da cana-de-açúcar

ImagemI: Trabalhadores no corte da cana.

                                                        Fotografado por Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa em setembro de 2010.    

     
         Esta imagem contraria a ideologia que diz que quem acumulou riquezas o fez graças ao seu trabalho. Provavelmente esse trabalhador jamais se tornará um grande proprietário de terras, no entanto, desempenha uma das funções que mais trabalho humano emprega. Nesta imagem o trabalhador chega a ser confundido com a paisagem na qual desenvolve o trabalho que lhe garante uma subsistência de privações se comparada ao latifundiário dono da terra, que vive dos lucros que o desempenho do trabalhador proporciona.
          Historicamente, no Brasil, o trabalhador é contratado para empreender uma atividade que só garante sua existência a partir de um esforço que beira os limites do humano, pois de acordo com um grupo de cortadores de cana que entrevistei por ocasião da produção de minha dissertação de mestrado, a quantidade de cana a ser cortada para obter um salário razoável, varia de 250 a 300 metros diários, tendo trabalhadores que chegam a cortar 600 metros por dia, o que equivale a praticamente 10 toneladas de cana cortada.
          Quando esse trabalhador vê na precária condição de vida que leva, uma responsabilidade apenas sua, podemos dizer que este, além de ser vítima do que Bourdieu chamou de “violência simbólica”, é vitimizado por uma exploração que não pode ser vista apenas como implícita, mas escancarada na qual sua sobrevivência depende de uma carga de trabalho que em alguns casos leva a extinção de sua existência.
          Acerca da atribuição que o trabalhador dá a si mesmo Djik (2008) aponta que há um poder que é exercido e que se dá em forma de controle ou:

[...] de controle de um grupo sobre outros grupos e seus membros. Tradicionalmente, controle é definido como controle sobre as ações de outros. Se esse controle se dá também no interesse daqueles que exercem tal poder, e contra os interesses daqueles que são controlados, podemos falar de abuso de poder. Se as ações envolvidas são ações comunicativas, isto é, o discurso, então podemos, de forma mais específica, tratar do controle sobre os discursos de outros, que é uma das maneiras óbvias de como o discurso e o poder estão relacionados: [...] (DJIK, 2008:17-18)

          A realidade dos trabalhadores do açúcar já foi retratada em inúmeros trabalhos e a semelhanças até mesmo em relação a produção diária foram apontadas em outros estudos, como o de Moraes Silva (1999) que trata da expropriação de trabalhadores da região do Vale do Jequitinhonha – MG.
          Tratando a respeito das atividades desenvolvidas por essas pessoas nas usinas de cana em São Paulo. Moraes Silva aponta em seu estudo a figura do “bom cortador de cana” como sendo
aquele que tem sobre si:


[...] o controle e a disciplina no ato do trabalho, que são exercidos por um pessoal especializado: fiscais, feitores, encarregados. Estes controlam os níveis de produtividade, a qualidade do corte, a medição da cana cortada, o registro da quantidade cortada por trabalhador. [...] os trabalhadores são submetidos a uma dura disciplina, cujos resultados são o aumento dos níveis de produtividade. [...] a figura do “bom cortador de cana”,aquele que corta em torno de dez toneladas diárias.


          Os destinos desses trabalhadores, expropriados, desterritorializados, buscando manter uma identidade com seu lugar de origem, mas tendo apenas a cidade de Sonora como o espaço possível de existência, uma existência caracterizada pela sazonalidade, em que a família e tudo o que tem valor para esses trabalhadores, não passa de algo distante ao longo de suas vidas, muitas vezes tendo a existência reduzida, por conta da exigência que as atividades desenvolvidas requerem de seus corpos, submetidos a obrigações de produção que beiram o limite do não humano.

          Os destinos desses trabalhadores foram traçados, de certa forma quando historicamente, sobretudo no período posterior ao “Milagre Econômico”, houve a opção por parte do Estado brasileiro em particularizar o acesso a terra. Naquele contexto de modernização das atividades agrícolas, houve a opção pela grande propriedade que resultaram nas atuais empresas rurais altamente lucrativas nas quais a terra em si não possui valor, constituindo-se apenas em instrumento de reserva e produto para especulação com garantia de financiamentos e de empréstimos bancários.
          A itinerância desses trabalhadores pode ser percebida como fruto de uma construção histórica do Brasil que legou desemprego, exclusão, devolução de migrantes, transformação de trabalhadores em migrantes itinerantes, superexploração da força de trabalho e condições subumanas de moradia e habitação. A conclusão deste estudo abre espaço para outras interpretações acerca da vida e do mundo dessas pessoas, os caminhos que as conduziram até Sonora, foram os descaminhos históricos da formação social do Brasil, esta História poderia ter sido escrita de tantas outras formas, a partir de tantos outros pontos de vista, esperamos apenas ter contribuído com a reflexão acerca da nossa História, considerando que o passado não é um ponto acabado, mas algo que pode levar a novas reconstruções acerca da visão do mundo rural brasileiro.

* Texto produzido a partir do 3º capítulo de minha dissertação de mestrado intitulada "O DESPERTAR DE SONORA-MS: MUNDO RURAL, HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MIGRANTES".












segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Expansão do Imperialismo - Atividade para as turmas de 2º Ano (A e B)

DESENVOLVENDO ATITUDES

Leia com atenção o texto a seguir do livro Le chant à l'école indi´gène, em que Georges Hardy (inspetor geral da África Ocidental Francese) se dirige a crinaçs do continente:

"Para que nossa África seja rica,
Amigo, vamos trabalhar, trabalhar...
Em vez de dormir ou conversar, vamos,
Vamos limpar a terra.
Antes de convidar parentes e vizinhos,
Paguemos nossos impostos, saldemos as dívidas
E coloquemos de lado uns sacos de grãos.
Então, sim poderemos cantar em voz bem alta...
Salve, França, e glória ao teu nome,
Nós te amamos como à nossa mãe
Porque é a ti que devemos
O fim de todas as nossas misérias."
(in: FERRO, Marc. A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação. São Paulo: Ibrasa, 1983, p.40.)

PROPOSTA DE ATIVIDADES.
A)  Qual a principal mensagem veiculada no texto? Que práticas são valorizadas e o que é combatido pelo autor?

B) Leia o fragamento do discurso de Jules Ferry:
"Em nosso tempo, e diante da crise que atravessam as indústrias européias, a fundação de colônias representa a criação de uma válvula de escape para nossos problemas. (...)
Devemos dizer abertamente que nós, pertencentes às raças superiores, temos direitos sobre as raças inferiores. Mas também temos o dever de civilizá-las." (FERRY, Jules. Discursos Políticos. in: BRUNSCHWIG, Henri. Mythes et réalités de I'mperalisme colonial français. Paris: Colin, 1960, p.73)
Compare os dois textos. Que relação é possível estabelecer entre eles?

C) A partir do que foi estudado em sala de aula, a respeito do tema "Imperialismo", analise a imagem abaixo:

http://fabiopestanaramos.blogspot.com/2011/07/o-imperialismo-europeu-no-continente.html

Responda as questões acima no link "comentários", não esqueça de colocar no alto de sua publicação o nome e a série.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

RENASCIMENTO Atividade - 1º Ano (A,B,C,D e E) / Ensino Médio

Principais características do Renascimento


- Valorização da estética artística da antiguidade clássica (greco-romana). Os artistas renascentistas defendiam a ideia de que a arte na Grécia e Roma antigas tinha um valor estético e cultural muito maior do que na Idade Média. Por isso, que uma escultura renascentista, por exemplo, possui uma grande semelhança como as esculturas da Grécia Antiga.

- Visão de que o homem é o principal e decisivo elemento na condução da história da humanidade. Essa visão é conhecida como antropocentrismo ("homem no centro") e fez oposição a visão teocêntrica ("Deus no centro") da Idade Média.

- Grande importância dada às ciências e a razão. Os renascentistas defendiam a ideia de que há explicação científica para a maioria das coisas. Portanto, desprezavam as explicações elaboradas pela Igreja Católica ou por outras fontes que não fossem científicas. Este período da história foi muito significativo no tocante ao desenvolvimento das experiências científicas e do pensamento racional e lógico.
- Busca do conhecimento em várias áreas. Os renascentistas buscavam entender o mundo através do estudo de várias ciências (Biologia, Matemática, Física, Astronomia, Botânica, Anatomia, Química, etc.). Um ótimo exemplo desta visão de mundo foi Leonardo da Vinci que, além de ser pintor, também desenvolveu trabalhos e estudos em várias áreas do conhecimento.

Fonte de consulta: http://www.suapesquisa.com/renascimento/caracteristicas.htm

          A partir das informações acima e com base no texto "Renascimento", discutido em sala de aula, observe as imagens a seguir, selecione uma delas e, no campo destinado aos comentários faça uma análise da obra escolhida, destacando nela algumas características do movimento renascentista.
 
1ª obra: "Davi" de Michelangelo: uma das obras mais conhecidas do Renascimento.

 
2ª obra: "O Nascimento de Vênus", de Botticelli.
 


3ª obra:  La Gioconda "Mona Lisa", de Leonardo Da Vinci. A mais conhecida obra da produção renascentista.


4ª obra: "A Criação de Adão", de Michelangelo Buonarroti. 



5ª Obra: "Santa Catarina de Alexandria", de Rafael Sanzio.


http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/historia/historia_da_arte/renascimento_cultural/hist_arte_2_renascimento_pintura

6ª obra: "O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso", de Michelângelo.


http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/historia/historia_da_arte/renascimento

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Uso dos Recursos Tecnológicos na Prática Pedagógica



          Há uma diversidade de recursos disponíveis para o aperfeiçoamento do processo de ensino e de aprendizagem, desde livros, cadernos, instrumentos musicais, até programas de rádio e de computação.
         Penso que todos, se bem utilizados, podem se constituir em eficientes recursos na dinamização do ensino.
         Vale ressaltar uma experiência recente, proposta pela direção da Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra, da qual participo como coordenadora, juntamente com um grupo de alunos, refiro-me ao programa "A Hora do Estudante" que começou ir ao ar no último dia 10 e deverá se constituir em um espaço de integração entre alunos e professores, além de ser uma possibilidade de transdisciplinaridade escolar, por meio do material selecionado pelos professores, os ouvintes (alunos ou não) terão acesso a informação organizada das mais diversas áreas do conhecimento.

“Educação e Tecnologia” de Ladislau Dowbor.


Reflexões acerca do vídeo “Educação e Tecnologia” de Ladislau Dowbor.



Dentre as questões discutidas pelo pensador podemos destacar o fato de que a intensidade do conhecimento está aumentando, o que leva à necessidade de formação de pessoas com novas necessidades educacionais. Neste sentido, torna-se necessário repensar a escola e a educação, de maneira a tornarem-se menos pressionadoras e mais ampliadoras do conhecimento.

Considero que as reflexões apresentadas no vídeo apontam para o fato de que o papel da tecnologia é justamente permitir esta ampliação de acesso ao conhecimento produzido, a inserção desta se dá justamente no sentido de um processo de requalificação dos processos de aprendizagem, que não primem mais pela repetição, mas passem a valorizar a articulação do conhecimento produzido.

Ressalta-se que, a contemporaneidade coloca à disposição dos indivíduos um volume gigantesco de informações. Diante desta realidade, inúmeras vezes, coloca-se a discussão do papel que cabe ou que caberá ao professor neste “novo mundo”. A meu ver a citação feita por Dawbor, ao afirmar que “ a cabeça não tem que ser bem cheia, tem que ser bem feita”, traduz o papel docente, o de inspirar mentes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quem sou como professor e aprendiz?



          Na aula inaugural do curso "Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TICs", foram propostas algumas reflexões acerca da prática docente, bem como a relação desta prática com as tecnologias de ensino aplicadas à eduação.

          Cabe ressaltar que a ação docente é extremamente complexa, a reflexão em torno da mesma envolve questionamentos como: sou um professor que desperta a curiosidade do aluno? Busco preparar meus alunos para utilizar os novos sistemas culturais de representação do pensamento? Desenvolvo uma prática interativa com os alunos? Ouço suas idéias? Aprendo com os alunos? Com os colegas? Faço mudanças na minha forma de ensinar? Por quê? Sinto-me confortável quando isto acontece?
          Considerando o conhecimento como uma atividade dinâmica, a curiosidade é primordial para o seu acesso, neste contexto o papel do professor, bem como a valorização de sua área de atuação são imprescindíveis na construção dos caminhos que conduzem ao ensino e à aprendizagem.
          Neste sentido, a ação pedagógica deve levar em conta  que o próprio educando já traz de suas vivências práticas culturais extremamente diversas, inclusive com o uso pouco sistematizado das mais diversas tecnologias. Acredita-se que a amplitude do conhecimento não se limita a mera tecnologização, desta forma a relação entre aulas e tecnologia cumpre um objetivo muito maior, a produção de conhecimento, que vai muito além de técnicas de comunicação, utilizadas indiscriminadamente, o processo de representação do conhecimento não ocorre isoladamente, o papel do professor é extremamente relevante.
        A meu ver a interação com os alunos é fundamental no processo de ensino, não como mera reprodução de conhecimentos de senso comum, mas como uma oportunidade de entender que o cotidiano do aluno pode ser o ponto de partido para a elaboração do pensar, que, de acordo com o que acredito é função do processo de ensino-aprendizagem. Este processo pressupõenm justamente que a atividade docente não é isolada, mas que ocorrem nas relações diárias, entre professores das mais diversas áreas do conhecimento, traduzida em relações de interdisciplinaridade. No tocante à relação entre professores a troca está subjacente.
          Sou defensora das mudanças, acredito que elas são inerentes aos seres humanos e a prática docente passa, necessariamente por este caminho.
 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Nota pública divulgada pela Assessoria de Comunicação da Comissão Pastoral da Terra - Secretaria Nacional

  O Estado não pode lavar as mãos diante de mortes anunciadas




          A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra reputa como muito

estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança

Pública do Pará, do Ibama e do Incra que disseram no dia 25 de maio desconhecer as

ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria

do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24, em Nova

Ipixuna (PA). O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar

que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários,

elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no

Campo.



          A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e

divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos

trabalhadores e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de

morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio.

Seu nome aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004,

2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Pela sua

metodologia, a CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças.



          Também o nome de Adelino Ramos, assassinado no dia 27 de maio, em Vista

Alegre do Abunã, Rondônia, constou da lista de ameaçados de 2008. Em 22 de julho

de 2010, o senhor Adelino participou de audiência, em Manaus, com o Ouvidor Agrário

          Nacional, Dr. Gercino Filho, e a Comissão de Combate à Violência e Conflitos no

          Campo e denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive

citando nomes dos responsáveis pelas ameaças.



          No dia 29 de abril de 2010, a CPT entregou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo

Barreto, os dados dos Conflitos e da Violência no Campo, compilados nos relatórios

anuais divulgados pela pastoral desde 1985. Um dos documentos entregue foi a

relação de Assassinatos e Julgamentos de 1985 a 2009. Até 2010, foram

assassinadas 1580 pessoas, em 1186 ocorrências. Destas somente 91 foram a

julgamento com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Dos

mandantes condenados somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser

um dos mandantes do assassinato de Irmã Dorothy Stang, continua preso.



          As mortes no campo podem se intitular de Crônicas de mortes anunciadas. De

2000 a 2011, a CPT tem registrado em seu banco de dados ameaças de morte no

campo, contra 1.855 pessoas. De 207 pessoas há o registro de terem sofrido mais de

uma ameaça. E destas, 42 foram assassinadas e outras 30 sofreram tentativas de assassinato. 102 pessoas, das 207, foram ou são lideranças e 27 religiosos ou

agentes de pastoral.



          O que se assiste em nosso país é uma contra-reforma agrária e é uma falácia o

tal desmatamento zero. O poder do latifúndio, travestido hoje de agronegócio, impõe

suas regras afrontando o direito dos posseiros, pequenos agricultores, comunidades

quilombolas e indígenas e outras categorias camponesas. Também avança sobre

reservas ambientais e reservas extrativistas. O apoio, incentivo e financiamento do

Estado ao agronegócio, o fortalece para seguir adiante, acobertado pelo discurso do

desenvolvimento econômico que nada mais é do que a negação dos direitos

fundamentais da pessoa, do meio ambiente e da natureza. Isso ficou explícito durante

a votação do novo Código Florestal que melhor poderia se denominar de Código do

Desmatamento. Além de flexibilizar as leis, a repugnante atitude dos deputados

ruralistas, que vaiaram o anúncio da morte do casal, vem reafirmar que o interesse do

grupo está em garantir o avanço do capital sobre as florestas, pouco se importando

com as diferentes formas de vida que elas sustentam e muito menos com a vida de

quem as defende. A violência no campo é alimentada, sobretudo, pela impunidade,

como se pode concluir dos números dos assassinatos e julgamentos. O poder

judiciário, sempre ágil para atender os reclamos do agronegócio, mostra-se pouco ou

nada interessado quando as vítimas são os trabalhadores e trabalhadoras do campo.



          A morte é uma decorrência do modelo de exploração econômica que se

implanta a ferro e fogo. Os que tentam se opor a este modelo devem ser cooptados

por migalhas ou promessas, como ocorre em Belo Monte, silenciados ou eliminados.



          A Coordenação Nacional da CPT vê que na Amazônia matar e desmatar

andam juntos. Por isso exige uma ação forte e eficaz do governo, reconhecendo e

titulando os territórios das populações e comunidades amazônidas, estabelecendo

limites à ação das madeireiras e empresas do agronegócio em sua voracidade sobre

os bens da natureza. Também exige do judiciário medidas concretas que ponham um

fim à impunidade no campo.



          Goiânia, 30 de maio de 2011.

          A Coordenação Nacional da CPT

terça-feira, 10 de maio de 2011

HISTÓRIA DE MS

         Espaço destinada aos comentários referentes ao documentário assistido em sala de aula intitulado "Cinco Mil Anos de História".
          Aula referente ao tema "Expansão Territorial e seus Conflitos"

domingo, 27 de março de 2011

O Cravo não Brigou com a Rosa

Recebi este texto por e-mail, de um amigo muito querido (Júlio).
Achei que seria uma boa opção compartilhar.

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA



Texto de Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.

Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.

Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços,

Luiz Antônio Simas



(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).

terça-feira, 22 de março de 2011

Aula sobre "Mitologia Grega"

"Os gregos – através de sua mitologia – consideravam os elementos da Natureza (o Sol, a Terra, o Céu, o Oceano, as Montanhas, etc.) como forças autônomas, honrando-os como deuses, elevados pela fantasia a seres ativos, móveis, conscientes e dotados de sentimentos, vontades e desejos. Estes deuses constituíam-se na fonte e na essência de todas as coisas do universo. "
                                                                            (Tales de Mileto, Wikipédia, 2007)





Vamos pensar sobre esta idéia de Hesíodo e a influência da mitologia na vida dos Gregos da antiguidade. O desafio é para que você busque o conhecimento estabelecendo uma relação entre a maneira dos gregos verem o mundo antes do surgimento da Filosofia e a forma como vemos o mundo hoje.

Pesquise em sites na internet a respeito das questões a seguir:

■ O que é mito? Em que época se registrou os primeiros pensamentos mitológicos na Grécia? Qual a importância desta forma de pensar para a filosofia?

■ Quem foi Hesíodo? O que ele escreveu? O que é o Khaos para os gregos?

■ Nos dias atuais, as pessoas ainda possuem concepções mitológicas?

■O pensamento mitológico pode ser explicado cientificamente? Possui um método?

Escolha uma dessas questões para respondar por meio de comentários neste blog.